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Home » Projeto e Construção » Manual da Piscina » Edição 2012 » Matéria

Revestimento externo

Bordas e pisos ao redor da piscina completam o lazer. Aposte em materiais funcionais para aproveitar essa área com conforto e segurança

Revestimento cerâmico. Projeto Eduardo Figueiredo Revestimento de porcelanato. Projeto Tammaro Arquitetura Revestimento de pedras naturais. Projeto Mônica Gallon e Claudio Daniel Rodrigues Filho Revestimento cimentício. Projeto Neuding Arquitetos Deque. Projeto Mônica Gallon e Claudio Daniel Filho

De acordo com Anerose Thomas Horn, arquiteta do Thomas Horn Arquitetos Associados, de Estrela, RS, não há regras para combinar os revestimentos externos com os internos, pois cada projeto possui suas particularidades e desafios. "Devemos sempre aliar o profissionalismo com as novidades e materiais disponíveis e equilibrar as necessidades e os sonhos do cliente com os valores estipulados para a obra."

Para Sérgio Formícola, gerente de marketing da Cerâmica Porto Ferreira, o ideal é montar uma composição que valorize o ambiente, privilegiando a obra como um todo.
Apostar em pisos atérmicos e antiderrapantes garantirá conforto e segurança ao usuário da piscina.

Na hora de escolher as cores para o lazer, Mariana Favaron, gerente de marketing da Castelatto, acredita que é melhor selecionar as claras e neutras para o revestimento. Além disso, segundo Marco Diehl, diretor de negócios corporativos da Incefra, elas proporcionam sensação térmica mais amena.


DEQUES

De acordo com Ariel Andrade, engenheiro florestal, da Associação de Produtores de Pisos de Madeira (ANPM), os deques devem ser preparados para as intempéries e, geralmente, são compostos por peças dispostas paralelamente e possuem largura entre 88 a 150 mm, espessura de 18 a 30 mm e comprimento variável.

"Quanto ao grau de processamento, as peças são, no mínimo, aplainadas nas faces e suas arestas ou bordas são arredondadas para evitar acidentes. A face superior pode ser corrugada ou ranhurada aumentando a característica antiderrapante do produto", diz Andrade.

Segundo Julio Schilling, gerente dos laboratórios da Montana Química, por estar sempre em áreas intensamente expostas ao sol e à água, o ideal é selecionar espécies reconhecidamente resistentes, como ipê tabaco e cumaru, por exemplo, ou madeiras de reflorestamento tratadas industrialmente a vácuo. "Além disso, tanto a madeira nativa certificada como a de reflorestamento tratada são excelentes opções sustentáveis e de alta qualidade", aponta.

É importante diferenciar a espécie nativa e de reflorestamento. "As indicadas para serem tratadas industrialmente são aquelas provenientes de replantio, como o pinus e eucalipto. Elas são renováveis, de ciclo curto e têm longevidade garantida devido ao tratamento. As nativas devem ser compradas se tiverem manejo sustentável e, em sua maioria, são de alta densidade e baixa permeabilidade, o que dificulta a absorção de preservativos, mesmo quando colocados sob pressão. Nestes casos, normalmente são aplicados preservativos de ação superficial", explica.

O profissional indica o uso de acabamentos para os deques. "As madeiras sem vernizes e stains anteriores devem estar secas, a temperatura abaixo de 5ºC e a umidade relativa do ar superior a 90%." Ainda evite aplicar sob sol direto. Quando há resquício de óleos ou vernizes, é preciso realizar a remoção por produtos específicos ou físicas (lixamento). Após removido o acabamento anterior, recomenda-se aguardar um período para secagem da madeira.

Produtos como o Osmocolor Stain Castanho UV Deck, da Montana, são indicados por possuírem triplo filtro solar, serem hidrorrepelentes, com ação fungicida e terem incorporado em suas composições um aditivo que dificulta a aderência de sujeira. "Outra vantagem é a fácil manutenção. Por tratar-se de um stain, não trinca, nem apresenta fissuras, desgastando-se por erosão ao longo do tempo", completa.


CERÂMICOS

De acordo com Frederico Chrestesen, diretor da Cerâmica Antigua, as principais novidades do material são texturas, relevos e formatos diferenciados.

As empresas indicam que os compradores procurem revestimentos cerâmicos para piso externo com índice de absorção BIIb (6 a 10% de água) e certificados pelo CCB/INMETRO. Para o gerente de marketing da Cerâmica Porto Ferreira, existem modelos diferenciados para o lazer, como os da linha Pronto! "Eles são feitos com esmaltes especiais desenvolvidos na Espanha em que não é necessário a aplicação de produto antideslizante na superfície do piso. A linha também tem alta resistência ao ataque químico e PEI 5, o que confere beleza e segurança."

A Cerâmica Antigua oferece revestimentos para áreas internas e externas de piscinas. "Geralmente, para harmonizar os internos com externos, a borda é feita de acordo com a piscina e na área externa indicamos uma cerâmica antiderrapante com um tom terracota, por exemplo, que por ser neutro, combina com várias piscinas", explica Chrestesen.

Anerose diz já ter utilizado em seus projetos, mas sempre com cuidado ao selecionar o adequado. "Deve-se escolher os mais claros para não ter problemas com aquecimento e os mais opacos para melhorar a aderência", esclarece.
Ao instalá-los, aplique-os sobre contrapiso ou parede já secos, utilizando argamassa de boa qualidade e rejunte flexível e impermeável.


PORCELANATOS

Muitas marcas apresentam peças com aparência e textura de pedras e madeiras. Elas têm superfície com leve aspereza para proporcionar maior atrito, reduzindo o risco de quedas. Porém nem todas podem ser usadas ao redor das piscinas, pois podem provocar escorregões. Por isso, verifique se a escolhida é indicada para o local. Como esclarece Sérgio Ruzza, coordenador de design e portifólio da Eliane, quando pensar em instalar esse produto em pisos inclinados ou em deques, é bom saber que a resistência dependerá de vários fatores. Os principais são a característica superficial da peça, a lâmina de água formada na interface, a inclinação do pavimento etc. "Logo, a segurança não está aliada de forma exclusiva à superfície rugosa dos produtos cerâmicos", diz o profissional.


CIMENTÍCIOS

Eles podem substituir deques de madeira e pedras, pois imitam as texturas desses materiais, com a vantagem de serem antiderrapantes e atérmicos.

"Se optar por esse revestimento, não use piso de textura polida, pois o risco de escorregar é grande", explica Ana Cristina de Souza Gomes, presidente da Solarium Revestimentos.

O primeiro cuidado deve ser com o armazenamento das peças. Segundo Cleberson Schabarum, sócio da Senhor das Pedras, é melhor comprá-los 45 dias antes do assentamento, o que diminui o tempo de armazenagem e as chances de acidentes durante a obra.

Entre as novidades disponíveis estão as bordas customizadas e conjuntos de bordas para piscinas de fibra, da Senhor das Pedras, que dão um acabamento mais sofisticado ao ambiente.

Em projetos com estilo mais contemporâneo, a borda reta é uma inovação. Existem linhas mais retas e modernas com várias opções de curvas para compor piscinas com formatos orgânicos. Outras novidades são as cores e acabamentos para as bordas e pisos de piscinas, como as linhas Crystalli e Etrusco com as novas cores Fendi e Macchiato.

"A Solarium traz uma gama de opções, com sete texturas de pisos para piscinas, com acabamentos variados e peças em curvas, num total de 40 modelos distintos. Entre os acabamentos estão peças de borda, de dreno, de degraus e as customizadas", lembra Ana Cristina.

O revestimento precisa ser colocado sobre um contrapiso nivelado e desempenado, usando cimento cola. Ana Cristina recomenda o uso da argamassa colante do tipo AC3 para áreas molhadas. E, se o piso for claro, opte por argamassa na cor branca.
Schabarum indica que o rejunte deve ser aplicado somente nas juntas, protegendo as laterais do revestimento com fita durante a aplicação. Para deixá-lo com boa aparência, limpe-o com água e detergente alcalino diluído com o auxílio de lavadora de alta pressão.


PEDRAS NATURAIS

São Tomé, Goiás e mineira são as mais usadas e possuem alta durabilidade. O material permite paginações diferenciadas, porém, segundo a presidente da Solarium, apenas a última, conhecida como pedra caxambu, não aquece se exposta ao sol.

De acordo com Anerose, ela pode ser usada em três tonalidades: branca, bege e rosa. "Podemos passar um produto para impermeabilizá-la para ajudar na proteção de infiltração da sujeira, porém isto poderá deixar o piso um pouco escorregadio, e deverá ser passado periodicamente, pois a ação do sol poderá desgastar a pedra. O proprietário deverá analisar o custo do impermeabilizante, sendo indicado muitas vezes usá-la ao natural", explica.

Granitos e mármores brutos também são opções para as bordas. "Eles podem receber acabamento apicoado para ter rugosidade variada, propriedades antiderrapantes, aspecto poroso e mais rústico", frisa Luiza Nascimento, coordenadora de marketing da Tamboré Mármores e Granitos. As bordas de piscinas com acabamentos jateados ou levigados também não deixam a superfície escorregadia.

Para evitar manchas, o mais indicado é realizar impermeabilização com hidrofulgante e, caso as peças fiquem encardidas, basta limpá-las com produto específico para que voltem a ter aparência de novas. A limpeza deve ser feita com máquina de pressão a jato e detergente neutro ou produtos específicos para pedras.


GRELHAS

Elas são instaladas ao redor das piscinas, por ter a função de proporcionar o escoamento da água da chuva, da piscina e da lavagem dos ambientes. Podem ser encontradas em materiais como alumínio, polipropileno, concreto e ferro de acordo com o projeto para a piscina.

Os tamanhos mais comuns das grelhas são as de 14 x 50 cm. Há ainda as de 25 x 50 cm e 20 x 50 cm. Os técnicos em construção orientam que a aplicação deve ser nivelada ao piso e a grelha encaixada sobre uma canaleta, fator essencial para a durabilidade.

O preço varia conforme o material usado na confecção e, segundo a largura. Fabricadas em diversas cores: branco, areia e cinza, entre outras, elas compõem o projeto de forma harmônica.


PISCINA MAIS SEGURA

Quando o assunto é borda de piscina, é preciso estar


Comentários [1]

Rosemberg

comentou

Senhores,

Com desprazer que posto este, visto que venho tentado contato a Increfra - via email e telefone - mas não sou atendido.

Rosemberg Portes

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