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Cobertura da casa

Se você deseja ter a cobertura da casa impecável, confira as dicas e leve proteção e beleza à moradia

Cobertura da casa - Projeto Liliana Zenaro e Celbio Camillo Cobertura da casa: estrutura de madeira Cobertura da casa: estrutura metálica Cobertura da casa: subcobertura Cobertura da casa: inclinação do telhado Cobertura da casa: colocação das telhas Cobertura da casa: janela no telhado - Projeto Zaira Schlieper

Um telhado bem dimensionado faz toda a diferença na cobertura da casa. Além de valorizar o imóvel, é garantia de proteção para a casa. "O projeto bem executado oferece conforto térmico, evita a ocorrência vazamentos e agrega valor estético à moradia", aponta Pier Claudio Medugno, gerente da London Telhas.

Contudo, vale lembrar que a cobertura da casa deve ser planejada ainda na planta para, dessa forma, checar o peso e se a estrutura escolhida é adequada para suportá-la. "Durante a obra é importante definir se a cobertura da casa será aparente ou embutida, a inclinação, recortes, sobreposições, cor e resistência desejada. Quando bem alinhada e em harmonia com as cores, destaca o conceito arquitetônico proposto", considera Cicero Casagrande, gerente nacional da Telhas Perkus.

Respeitadas todas as etapas, é hora de contratar um profissional especializado na área para ter uma cobertura para a vida toda, segura e com baixa manutenção. "Considero a mão de obra como responsável por 50% do resultado final. Não adianta trabalhar com materiais de qualidade se o instalador não souber manuseá-los", acredita Casagrande.
Para ajudá-lo a entender como é realizada a construção da cobertura apresentamos detalhadamente o processo. Confira as dicas:

Para complementar esta matéria leia também Tipos de telha


ESTRUTURA

Ela é a responsável pelo suporte às telhas. As mais usadas são as de madeira e aço. "São ideais para conseguir manter o nível plano necessário para cobrir o telhado", observa Daniel Auth, diretor comercial da Ziegel Telhas. Para amenizar o impacto ambiental, Ana Carolina Carpentieri, coordenadora de marketing da Telhas Onduline, sugere o uso de madeira de qualidade e proveniente de áreas de reflorestamento.

Madeira - Segundo Ângelo Marton, gerente comercial e administrativo da Eurotop/Selecta Blocos, é fundamental que a cobertura da casa apresente perfeito esquadro e madeiramento em perfeitas condições (sem que esteja empenado) para não prejudicar a segurança e o efeito estético.

Na lista das madeiras mais utilizadas devido à alta resistência estão angelim, itaúba, garapeira, bacuri e pedra tatajuba. Ipê, jatobá e maçaranduba também são indicadas, porém em determinadas regiões não são encontradas facilmente em função do desmatamento das espécies. A cupiúba é uma opção econômica, com custo acessível e resistente ao ataque de cupins. Uma alternativa é investir no eucalipto extraído de áreas de manejo florestal. "Independentemente do tipo a ser usado na cobertura da casa é preciso solicitar o Documento de Origem Florestal (DOF) ao realizar a compra", aconselha Alessandro Bueno, diretor da Bela Telha.

A madeira também deve estar seca e naturalmente resistente ao ataque de insetos e fungos. Mesmo assim, é indicado realizar o tratamento para aumentar sua durabilidade e evitar problemas futuros com o material.

Metálica - Alternativa para agilizar a construção da cobertura e ficar em dia com o meio ambiente. Resistente e leve, o material é indicado para regiões litorâneas devido à alta durabilidade. A montagem é simples e dispensa manutenções periódicas.


SUBCOBERTURAS

Responsáveis por eliminar goteiras e infiltrações, oferecem conforto térmico e levam segurança para a moradia. "São aplicadas na parte de baixo do telhado e apresentam camadas refletoras", detalha Gabriel Pontes, arquiteto e coordenador técnico da Eternit.

As mais usadas são as de EPS, também conhecido como isopor. Por outro lado, as de alumínio protegem a construção dos raios ultravioleta e captam o calor. As aluminizadas com dupla face apresentam alta resistência térmica. Vale lembrar que o produto selecionado deve ser apropriado para a determinada cobertura da casa e as telhas usadas, e a instalação deve ser executada por mão de obra especializada e antes da cobertura final da telha.


ÁGUAS

Ficar atento a inclinação da cobertura da casa é importante para viabilizar o escoamento da água da chuva por meio das telhas. As superfícies são chamadas de águas ou planos de águas e são determinantes para definir a quantidade de elementos que compõem a cobertura, como cumeeiras e espigões, também conhecidos como divisor de duas águas.

Águas pluviais - Uma forma de viabilizar o escoamento da água da chuva é investir na instalação de um sistema que a conduza até os pontos específicos da residência. Calhas, rufos, zincões e funis entram em cena e exercem esse papel. Ralos e caixas com grelha são os responsáveis pelo recolhimento.

Materiais diversificados dão formas às calhas. As de PVC não enferrujam e dispensam manutenção. As de alumínio são resistentes à umidade. "Elas recebem o escoamento da cobertura da casa e precisam estar desobstruídas para o eficiente funcionamento. A limpeza é simples e pode ser realizada com uma mangueira", diz Paulo Marchi, diretor administrativo da Top Telha.

Beirais - Feitos com PVC, madeira, placas cimentícias, entre outros, formam a aba do telhado e evitam que a água escorra pela fachada do projeto preservando a pintura e materiais usados nos acabamentos.


VENTILAÇÃO

Nada melhor que implantar uma janela na cobertura da casa para garantir a ventilação dos ambientes. O mercado disponibiliza quatro modelos para essa situação. A Maxiar (MX) é composta por dois sistemas de abertura que oferecem ventilação. A Pivotante (PV) conta com dobradiça no meio e caixilho com abertura que gira de 0º a 135º. O fixo (FX) é muito usado para a iluminação e não apresenta abertura. Por último, o conhecido como saída (SD) tem abertura de 90º e é muito usado para saídas de emergência.


CASA PROTEGIDA

Os para-raios não fazem parte da cobertura da casa, porém não devem ser esquecidos para deixar a residência ainda mais segura. Os métodos mais usados para a instalação são o Franklin e o Gaiola de Faraday. No primeiro há um captador sobre o mastro que está localizado na parte mais alta da cobertura. O elemento é ligado a cabos de descida que levam a descarga elétrica até o solo. Para o segundo sistema a cobertura é cercada por fios metálicos que levam as descargas para o chão.


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