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Home » Jardinagem e Paisagismo » Paisagismo & Jardinagem » Edição 116 » Matéria

Jardim de estilo europeu

Para que a bela vista da mata nativa do entorno da casa não fosse perdida, o jardim foi criado como uma moldura do cenário natural

O casal com filhos adultos e netos queria que o jardim europeu da casa de veraneio da família, em Campos do Jordão, na região serrana de São Paulo, fosse fácil de cuidar e se mantivesse florido ao longo de todo o ano. Para projetá-lo, contrataram o engenheiro agrônomo e paisagista Jair Pinheiro, da mesma cidade.

Para que a área verde não confrontasse com a natureza exuberante do entorno, Pinheiro planejou-a como uma moldura. Além disso, por acreditar que tamanha beleza deveria ser contemplada, instalou pontos de observação, como plataformas de madeira. "Criei um jardim com locais ideais para apreciar a vista da região."

Também teve bastante cuidado com a declividade acentuada do terreno. Então, para conseguir trechos planos, construiu muros de arrimo, sendo que alguns foram ornamentados com a suculenta rosa-de-pedra (Echeveria elegans). O pomar, por exemplo, foi implantado em uma área em que este procedimento foi realizado. Situado nos fundos da casa, é composto por ameixa (Prunus sp), caqui (Diospyros kaki), pêssego (Prunus persica), maçã (Malus sp) etc.

Ainda por ali, ocupando dois níveis, está o playground criado para os netos dos proprietários. Neste local, planejou um ambiente de estar para os adultos. Para isso, dispôs uma pérgola coberta por glicínia (Wisteria floribunda) e sete-léguas (Podranea ricasoliana).

Deslocando-se por meio dos caminhos compostos por dormentes, chega-se ao lago ornamental. Formado por pedras naturais da região, este recurso leva movimento e o ruído agradável da água ao jardim de estilo europeu, além de atrair pássaros. "É um elemento bonito que garante tranquilidade. Sempre procuro utilizá-lo em meus trabalhos", destaca Pinheiro.

As plantas empregadas neste trecho e também em todo o restante da área verde são, em sua maioria, de pequeno e médio portes para não esconder a mata do entorno, mas dar continuidade ao verde.


Boas-vindas

Como na entrada da casa não havia um acesso para os pedestres, que utilizavam o mesmo destinado aos automóveis, os proprietários da casa pediram que o engenheiro agrônomo e paisagista criasse um passeio exclusivo para as pessoas.

Para atender a essa solicitação e, ao mesmo tempo, colorir a chegada dos moradores e seus convidados, ele projetou um caminho acompanhado por um jardim de herbáceas em patamares demarcados por muros de pedras e revestidos por dormentes.

Ao compô-lo, Pinheiro apostou em uma grande variedade de espécies coloridas, optando pelas perenes para evitar a necessidade de trocas constantes. Ajuga (Ajuga reptans), cacto-macarrão (Rhipsalis baccifera), lavanda (Lavandula angustifolia), mirra (Commiphora myrrha), santolina (Santolina chamaecyparissus) e tapete-inglês (Polygonum capitatum) são algumas das plantas empregadas.

Na fachada, há vegetação característica de jardins europeus, como kaizukas (Juniperus chinensis torulosa) e ciprestes-italianos (Cupressus sempervirens). Alguns trechos de muros são cobertos pela falsa-vinha (Parthenocissus tricuspidata), que se destaca devido à tonalidade avermelhada de suas folhas. E junto à escada que liga a parte da frente da propriedade à área de serviços situada nos fundos, foi criado um recanto de leitura e descanso ornamentado por uma treliça branca com jasmim-dos-poetas (Jasminum polyanthum).


Estilo

Pinheiro enfatiza que a arquitetura priorizou a vista da região com muitas janelas e vidros, respeitando a exuberância da mata. E o paisagismo não poderia seguir outra linha, nem essa era a intenção do profissional, que criou um jardim que emoldura a beleza natural do entorno.

Para isso, planejou uma área verde informal com características dos jardins europeus, o que era fundamental para estabelecer uma convivência harmônica entre os projetos paisagístico e arquitetônico. Ele diz que pelo paisagismo ser mais solto e orgânico tem proximidade com o visual dos jardins ingleses.


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